Um educador americano chamado Mark Bauerlein lançou recentemente um livro chamado “The Dumbest Generation”. Em português poderia ser “A Geração Mais Estúpida”, sendo que esta estupidez se refere mais a um comportamento de “abobado” (como diria minha vó). Seria a geração mais imbecil ou burra, em uma tradução mais “agressiva”.
O fato é que o livro coloca de forma incisiva a idéia de que a geração que está em torno dos 16 anos nos Estados Unidos tem um comportamento que se caracteriza por estupidez e imbecilidade – segundo o autor.
Ele fala que os jovens americanos de 16 anos vivem quase que exclusivamente em um mundo virtual de orkut, my space, msn, torpedos de celular, etc. As relações sociais – e parte das afetivas – ocorrem por aí, sem interrupção, sem descanso, sem trégua. Ele ainda faz afirmações instigantes sobre aprendizagem, leitura e as relações entre o presente & passado e o conhecimento adquirido com a experiência dos adultos. Aliás, ele deixa evidente o distanciamento dos jovens e dos adultos. A mídia, o apelo do consumo, a música, a moda…todos só fazem crescer o abismo entre jovem e adulto.
O fato é que este distanciamento não rola de maneira natural. O choque de gerações não é novidade, mas o que se vê hoje é uma RUPTURA. A negação do diálogo, da troca. A “galera” não se interessa pelo universo adulto. Bauerlein até diz que os jovens americanos de 20 anos tem comportamento similar a de um jovem de 14 anos que vive em outros países. O lance é NÃO CRESCER. Não assumir, não encarar responsabilidades, não se expor e não demonstrar interesse pelos temas que sugerem amadurecimento.
Fui longe, eu sei. Ouço de alguns pais que eles preferem os filhos direto na frente do computador do que correndo riscos na rua, expostos à violência urbana.
Eu não entendo por que é tão grande a alergia à qualquer crítica à internet. É público e notório que a internet significa AVANÇO, MODERNIDADE e que traz enormes benefícios. Isso é inegável! Mas quando é que poderemos discutir os problemas, os impactos negativos e os riscos sociais e psicológicos daqueles que abdicaram ao mundo real e mergulharam profundamente na vida virtual? O Second Life não saiu da moda, ele se tornou uma alternativa real.
Qual vida você prefere para você?
Qual vida o futuro reserva para nossos filhos?
Escrito por bencly