Nesta batalha há varias ferramentas: Balanço e informações financeiras para os fundamentalistas, noticias e boatos para os novatos, gráficos para os grafistas, e os famosos provérbios dos mega-investidores para os desesperados. O fato é que cada um com suas armas vão ao campo de batalha tentar salvar o dia.
Há algum tempo venho estudando os conceitos por trás da analise técnica, tentando assim orientar minhas ações no mercado na busca pelo “bom e barato”, e é nesta vertente que vamos focar este post.
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A origem da análise técnica data do século 18, quando um negociador de arroz de Sakata, no Japão, ao observar as cotações de abertura e fechamento, máximas e mínimas ao longo do tempo, passou a identificar certos padrões de comportamento. No ocidente foi Charles Dow, criador do Dow Jones Industrial, que estudou o histórico de índices no início do século 20. De seus estudos surgiu a chamada “teoria Dow”, teoria esta que defende que o mercado se movimenta por tendências que nada têm de aleatórias.
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Diz o analista técnico que o gráfico desconta tudo, ou seja, o gráfico acaba considerando todos os fatores, desde os fundamentos, a psicologia das massas, as noticias, os boatos e até a ação do insider. Assim podemos afirmar que analisando um gráfico podemos perceber através de seus indicadores, volumes e padrões para onde o preço do ativo, provavelmente, vai seguir.
Enxergar o mercado pela ótica do gráfico, faz com que o analista técnico possa se antecipar, ou se defender, das movimentações bruscas de alta ou baixa. No gráfico podemos, por exemplo, perceber um aumento, fora do padrão, do volume de movimentação do papel, logo é um ponto de atenção que combinado com outros indicadores, e considerando o ciclo atual do ativo podemos perceber o sentido em que a força do mercado esta atuando.
Entre os vários conceitos e identificações gráficas como: canal de alta ou de baixa, acumulações, triângulo, bandeira, “ombro-cabeça-ombro”, “homem enforcado”, “martelo”, “estrela da manhã” ou “tempestade à vista”, etc. podemos reconhecer a média de opiniões de todos os participantes do mercado – que é o comportamento da massa, e assim tomar a decisão de vender um pouco quando é indicado ou comprar em um hora mais oportuna. Afinal não adianta remar contra a maré.
Isto posto, é preciso reconhecer que na busca pelo “bom e barato”, algumas ferramentas podem ajudar na tarefa de garimpo entre tantas oportunidades, e a analise dos gráficos com certeza é um delas.
Uma estratégia interessante seria fazer um filtro, através do conceito fundamentalista, para eleger dentre as centenas de empresas as ações de empresas mais sólidas e que merecem atenção. Com este filtro utilizar a analise técnica para encontrar o timing – momento de melhor compra ou venda de cada ativo.
Feito isso defina seu plano de trade que deve considerar: o valor de entrada, saída e stop (caso sua analise esteja errada). Através do “manejo de risco” descubra a quantidade ideal de compra, evitando arriscar seu patrimônio em um único trade.
Com esta disciplina, seria o momento de retomar suas operações neste momento de recuperação do mercado, e já com certa gestão do risco. Note que ainda precisamos de cautela, pois ainda não vimos a luz no fim do túnel da crise financeira, que deve se prolongar neste ano de 2009. Mas como diz Warren Buffet é no momento de crise que encontramos as melhores oportunidades. Se ainda sobrou um dinheirinho (já que não somos Buffet), olhe os gráficos.
Por: Gilberto Caray